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Superstições
Superstições

     A SUPERSTIÇÃO nasceu com o homem, quando ele atingiu a faixa etária do discernimento. Encontra-se mais desenvolvida nas camadas sociais inferiores, onde o nível cultural é de qualidade mais baixa. Não obstante isso, acha-se também entre os intelectuais e os sábios, não raras vezes com maior intensidade. Poderá ser definida como sentimento de veneração ou de repulsa, com respaldo no temor e na ignorância dos fatos e fenômenos. Suas consequências mais aproximadas estão no cumprimento de deveres estranhos e falsos ou na adesão da crença a objetos e ocorrências, embora de modo infrutífero.

 

Cruzar com gato preto dá azar

     Várias das superstições envolvendo os gatos — como você deve ter imaginado — surgiram na idade média. Naquela época, acreditava-se que as mulheres que possuíam gatos eram bruxas, e que elas inclusive podiam se transformar em um desses animais. Desde então, espalhou-se a crença de que cruzar o caminho com um gato preto pode dar azar. Mas, além dessa lenda, muita gente acredita que esses animais podem roubar o fôlego de bebês dormindo, assim como existe uma relação entre o número de gatos que uma mulher possui e o número de anos que ela ficará solteira. Coitados dos bichanos!

 

Quebrar espelhos traz sete anos de azar

     No passado, quando os espelhos começaram a surgir, muita gente acreditava que eles eram objetos sobrenaturais, capazes de capturar almas. É por essa razão que em alguns países da Europa ainda é costume cobrir todos os espelhos de uma casa quando algum familiar morre, para evitar que a alma do falecido fique presa em algum deles. Além disso, muitos acreditavam que os espelhos exerciam poder sobre o futuro das pessoas, e é por essa razão que existe a crença de que quebrar um espelho pode trazer sete anos de azar ou, ainda, quando um desses objetos cai e se rompe sozinho, de que a morte está por perto. Mas não se preocupe, pois, para neutralizar a maldição, basta enterrar ou queimar o objeto quebrado.

 

Jogar sal no ombro esquerdo

     Historicamente, o sal era um artigo extremamente precioso e raro, sendo usado como moeda de troca por muitos povos e tendo o poder de destruir impérios. Assim, desperdiçar sal era algo inaceitável e podia, inclusive, custar a vida do desastrado. Portanto, jogar um punhado de sal sobre o ombro esquerdo era um caro castigo antigamente. Porém, o costume de jogar um pouco dessa substância também está relacionado com espantar o demônio que, aparentemente, tem o hábito de ficar por ali, cochichando maldades no nosso ouvido esquerdo.

 

Bater três vezes na madeira para espantar o azar ou mal agouro

     A origem mais provável de bater três vezes na madeira pode estar no fato de os raios caírem com frequência sobre as árvores. Os povos antigos – desde os egípcios até os índios do continente americano – teriam interpretado este fato como sinal de que tais plantas seriam as moradoras terrestres dos deuses. Assim, toda vez que sentiam culpados por alguma coisa, batiam no tronco com os nós dos dedos para chamar a divindades e pedir perdão.

 

Passar debaixo da escada dá azar

     Alguns acreditam que a superstição surgiu na Europa Medieval. Quando um castelo era atacado, a ponte era recolhida. Um dos únicos meios de invadir era usar escadas. A defesa para esse tipo de ataque era derramar óleo fervendo ou passar piche nos muros do castelo para repelir os invasores. Quem segurava as escadas, geralmente recebia um banho mortal. Portanto, segurar uma escada por debaixo passou a significar má sorte. Ainda hoje é considerado mau agouro andar por debaixo da escada de um pintor, pois objetos podem cair de cima.

 

Abrir o guarda-chuva dentro de casa dá azar

Nenhum supersticioso teria jamais a ousadia de abrir um guarda-chuva dentro de uma casa. A origem deste temor se remonta à época em que os reis orientais e africanos usavam sombrinhas para proteger-se dos raios solares. Devido a sua conexão com o astro rei e porque também sua forma simboliza o disco solar, abrí-lo num lugar sombreado, fora dos domínios do Sol, era considerado um sacrilégio. É provável que a crendice ganhou mais força quando os guarda-chuvas chegaram a Europa e começaram a ser empregados quase exclusivamente pelos sacerdotes nos enterros, sem outro fim que se proteger das severidades do tempo.

 


 

 

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