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Festas Cíclicas
Festas Cíclicas

    Aspectos populares e tradicionais das festas religiosas e profanas que têm caráter cíclico e anual como o Natal, Ano Novo, Reis, Carnaval, Quaresma, Semana Santa, Páscoa, Divino Espírito Santo, Mês de Maria, Juninas, Rosário e etc.

 

SEXTA FEIRA SANTA

     Desde a mais remota antigüidade os "dias agourentos ou infelizes" existiram entre os povos. Gregos e romanos respeitavam-nos e os reconheceram por lei. Mais tarde, com o advento do cristianismo, foram tais superstições condenadas e abolidas. O povo, entretanto, continuou com elas dando-lhes, porém, outras diretrizes, baseadas, quase sempre, no próprio calendário e práticas cristãs.

     Durante a Idade Média, bruxas e bruxedos eram crimes e os que os praticavam ou deles se utilizavam, eram condenados. Entretanto, e apesar disso, sempre existiram e nada conseguiu exterminá-los por completo, e os "filtros mágicos" tinham larga aplicação.

     Com o cristianismo, porém, mais algumas foram acrescidas, como a sexta-feira Santa que se tornou superstição baseada no martírio do próprio Cristo.

     A da sexta-feira tomada como dia aziago, se originou no fato de ter Jesus expirado na cruz em dia de sexta-feira, "a Sexta-Feira Santa".

     A sexta-feira é consagrada, durante todo o ano, à recordação da morte do Salvador e a sexta-feira aniversário dessa morte é considerada santa, denominando-se, na França, a grande sexta-feira, e na Inglaterra a boa sexta-feira.

     Na sexta-feira santa, em todo o orbe cristão, os sinos não tocam e o catolicismo, além disso, nesse dia não reza a santa missa. É, dessarte, dia de luto integral e não de festa, daí não ser considerado, apesar do nome, dia santo de guarda e ser proibido, canonicamente, comer carne a não ser peixe, e ser obrigatório o jejum a todas as pessoas maiores de vinte e menores de sessenta anos. Chama-se esse dia, liturgicamente, parasceve (para os católicos, a sexta-feira santa. Para os judeus, a sexta-feira, dia que se preparavam para celebrar o sábado), isto é, preparação, nome que lhe vem dos preparativos que faziam os judeus, nesse dia, para a Páscoa.

     Tais acontecimentos de base cristã estabeleceram, entre o povo, uma série de crendices e superstições difíceis de serem extirpadas, formando, por isso, parte integrante do folclore dos povos.

 

 

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